quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Napoleão, Charles Dickens, Tereza e eu

Semana passada, recebemos em casa nossos queridos amigos Vânia e Gérson, vindos de Goiânia.

O Gérson acabou de fazer uma viagem maravilhosa : por quase dois meses, ele percorreu boa parte da África, sozinho, desde Johannesburgo (na África do Sul) até o Cairo (no Egito). Quase toda a viagem foi feita por terra, de trem, de ônibus, de barco. Quem se interessar, pode ler os seus relatos, igualmente maravilhosos, e escritos com muito humor e com rara capacidade de observação humana, no blog Tô na África !!

Pois bem - o Gérson nos trouxe de lá um desses vinhos que formam o universo de sonhos que todo enófilo alimenta no fundo do seu coração e de sua mente.

Estou me referindo ao Vin de Constance, um vinho doce produzido na região de Constance, ao sul da Cidade do Cabo. Esse vinho é produzido com uvas muscat de frontignan supermaduras, pela vinícola Klein Constantia. Um vinho idêntico era produzido na região  desde o final do século XVII - e era famoso por ter sido o vinho preferido de Napoleão Bonaparte. Um pouco mais tarde, o grande escritor inglês Charles Dickens também andou elogiando o tal vinho.

Pois bem, tenho que confessar a vocês que, além de Napoleão e Dickens, o Vin de Constance tem hoje em dia mais dois entusiastas : Tereza e eu ...


A embalagem já é cativante e convidativa, com a garrafinha de vidro escuro imitando as garrafas originais de séculos passados.

Provamos, embevecidos, o líquido de sedutora coloração dourada-âmbar, que recendia a abacaxi e amêndoas torradas, com toques de mel, tangerinas, mangas ...  Na boca, um vinho estruturado e potente, com boa acidez, e um final muito, mas muito prolongado.
Notem a coloração do vinho, e o charme da garrafa

Combinou muitíssimo bem com a torta de frutas que comemos de sobremesa - em um jantar onde ainda provamos um bom Bourgogne branco (Château de Dracy Chardonnay 2007) e um tinto também providenciado pelo Gérson (um Stellenzicht Golden Triangle Pinotage 2007).

Isso tudo, entremeado pelas histórias e causos vividos por ele entre África do Sul, Uganda, Moçambique, Tanzânia, Sudão, Etiópia, Zanzibar ...

Nós quatro (Napoleão, Dickens, Tereza e eu) ficaremos eternamente gratos à Vania e ao Gérson que nos proporcionaram esse prazer fantástico !

4 comentários:

Gerson Bosco disse...

Nivaldão
Foi realmente uma grande noite. Altas conversas, ótimos vinhos. E o melhor, mais uma vez somos notícia no seu Blog.
Grande abraço.

Evelyn disse...

Meu deus!!! Tô salivando aqui, imaginando esse vin de constance!!! Ai, socorro!!!
Beijo

Nivaldo Sanches disse...

Evelyn, não quero parecer malvado demais - mas é pra salivar mesmo ... O vinho é realmente MUITO bom !!

Beijos

Cristian disse...

O que eu amo sobre o que é o espírito de conhaque, acho um elixir no palato, o vinho não é, obviamente, o desprezo, no mínimo, de facto, ir para o chão, muitos restaurantes em moema para tentar novos vinhos a gosto.